Estudo ambiental da linha elétrica Carrapatelo-Vila Pouca de Aguiar em consulta pública


O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da nova linha elétrica Carrapatelo-Vila Pouca de Aguiar entrou em consulta pública na segunda-feira, dia 22 de junho, e pretende analisar os possíveis efeitos que esta infraestrutura pode causar no ambiente, nas pessoas e na região. A nova linha tem como objetivo reforçar a rede na região de Trás-os-Montes para permitir a ligação de novos projetos de energias renováveis.

O projeto, promovido pela Rede Elétrica Nacional (REN), empresa que gere a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade, vai abranger os concelhos de Boticas, Chaves, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, nomeadamente as freguesias de Bragado, Capeludos de Aguiar e União das Freguesias de Pensalvos e Parada de Monteiros, num total de 4.616 hectares.

A nova linha elétrica Carrapatelo – Vila Pouca de Aguiar terá uma tensão de 220/400 kV, especificamente no troço entre Ribeira de Pena e a ligação à linha Valpaços-Vila Pouca de Aguiar.

Segundo o EIA no seu resumo não técnico disponibilizado no portal Participa, a infraestrutura vem no seguimento do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), no qual Portugal definiu que pretende “reforçar a produção de energia renovável” e que “uma das metas principais é atingir 10,4 GW de energia eólica produzida em terra”. O documento refere ainda que a maior parte do potencial eólico “encontra-se no Norte e Interior do território, especialmente nas regiões Centro/Centro-Interior e Trás-os-Montes”.

No mesmo resumo, indicam ainda que há um limite na produção de energia nas subestações. “As subestações da rede elétrica em Trás-os-Montes estão quase no máximo da sua capacidade, especialmente as subestações de Macedo de Cavaleiros, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar”. Para tal, é necessário que as infraestruturas atuais sejam reforçadas, explica o EIA.

No estudo revelam também estar a analisar diversos corredores para a infraestrutura e que os dividiram em 18 troços que podem ser combinados de diferentes formas, e que o objetivo da combinação é “criar várias opções e depois compará-las para perceber qual terá menos impactes ambientais, sociais e económicos”.

Quanto aos impactes ambientais identificados como mais relevantes, os responsáveis pelo EIA indicam que ocorrerão na fase de construção, embora de “magnitude reduzida, localizados e podem ser minimizados”. Estão associados, sobretudo, “à circulação de veículos, às movimentações de terras, à montagem dos apoios da linha elétrica e criação da faixa de proteção da linha” que se revelam, por exemplo, no abate de árvores em regime florestal e interferência em habitats de fauna e flora.

No EIA referem ainda que a “construção propriamente dita só avançará depois de aprovado o Projeto de Execução, onde a localização exata da linha elétrica será definida.”

O projeto da linha elétrica Carrapatelo-Vila Pouca de Aguiar estará em consulta pública até ao dia 31 de julho.

 

Ângela Vermelho

Foto ilustrativa: ERedes

 

 


23/06/2026

Sociedade


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