Em comunicado, o município
flaviense refere que “não foi objeto de
qualquer busca, diligência ou investigação por parte da Polícia Judiciária” e
repudiou “qualquer associação entre a
autarquia e o referido processo, reafirmando o seu compromisso com os
princípios da legalidade, transparência e boa gestão pública”, lê-se num
comunicado publicado nas redes sociais da autarquia.
A operação da Polícia Judiciária foi
desencadeada pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real e está
relacionada, segundo a PJ, com a alegada prática dos crimes de participação
económica em negócio, prevaricação e tráfico de influências.
“Em concreto, investigam-se fortes suspeitas do favorecimento de
empresas dos setores da comunicação, marketing digital, informática e
consultoria, por parte de diversas entidades públicas”, lê-se na nota enviada
pela PJ.
Segundo a mesma fonte, as
diligências realizadas tiveram como objetivo reunir e consolidar prova sobre
contratos que terão sido adjudicados às empresas visadas, através de ajuste
direto ou consulta prévia, com eventual violação das normas aplicáveis à
contratação pública.
“As diligências realizadas visaram consolidar indícios de que terão
sido adjudicados contratos, por ajuste direto ou por consulta prévia, às
empresas referenciadas na investigação, com eventual violação das regras
aplicáveis à contratação pública, designadamente, dos princípios da
concorrência, transparência e prossecução do interesse público, causando
elevado prejuízo ao erário público”, lê-se ainda no comunicado.
A investigação prossegue agora
com a análise dos elementos recolhidos durante a operação policial.
“O Departamento de Investigação Criminal de Vila Real prosseguirá,
agora, a investigação, procedendo à análise dos elementos probatórios
recolhidos, com vista ao apuramento integral das responsabilidades criminais e
à célere conclusão do inquérito”, refere ainda a PJ.
O inquérito é dirigido pela
Procuradoria do Juízo Local Criminal de Chaves.
Sara Esteves
Foto: Carlos Daniel Morais
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