Simulacro no aeródromo de Chaves testa resposta a acidente com aeronave
O exercício à escala total decorreu este sábado, 30 de maio, na pista do Aeródromo de Chaves e teve como base a simulação de um acidente com uma aeronave do Centro de Meios Aéreos, ao serviço da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O cenário considerou um acidente
com uma aeronave que estava em missão no Dispositivo Especial de Combate a
Incêndios Rurais (DECIR) e no regresso à base, para reabastecimento, perdeu
potência e despenhou-se junto à pista do aeródromo.
A aeronave partiu às 15h00 horas
e o acidente ocorreu às 15h03 horas, envolvendo cinco ocupantes a bordo, um
piloto e quatro passageiros. Da situação simulada resultaram dois feridos
graves e dois ligeiros que foram transportados para o hospital de Chaves. Uma
pessoa saiu ilesa.
Para além da resposta médica, o
simulacro incidiu também sobre riscos específicos associados a acidentes
aeronáuticos, nomeadamente o combate a incêndios em aeronaves. Neste âmbito,
foi destacada a atuação do Serviço de Brigada do aeródromo, primeira entidade a
intervir em situações de emergência e responsável pela articulação inicial com
os meios externos.
Segundo o Diretor do Aeródromo
Municipal, capitão Miguel Antunes, o simulacro permitiu avaliar a eficácia dos
mecanismos de coordenação, comunicação e articulação entre as várias entidades
envolvidas.
“Além de testar a prontidão
operacional, o exercício permitiu identificar oportunidades de melhoria
e reforçar a eficácia global do sistema de resposta a emergências, num contexto
que exige elevada coordenação e rapidez de atuação”, referiu.
Como observadores e operacionais
estiveram envolvidos no simulacro mais de 30 elementos dos Bombeiros
Voluntários Flavienses, os Bombeiros de Salvação Pública de Chaves, os
Bombeiros Voluntários de Vidago, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção
Civil, através do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto
Tâmega e Barroso, a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Unidade de Emergência
de Proteção e Socorro (UEPS), a Polícia de Segurança Pública (PSP), o Serviço
Municipal de Proteção Civil, o Diretor, Diretor-adjunto e funcionários do
Aeródromo Municipal e os presidentes das Juntas de Freguesia da Madalena e
Samaiões e de Vilar de Nantes.
De acordo com o vereador do
Município de Chaves, Nuno Coelho, a iniciativa enquadrou-se no Plano de
Emergência da Pista do Aeródromo de Chaves e cumpre as exigências legais do
setor aeronáutico definidas pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC),
que determina a realização bienal de exercícios deste tipo em cenários de
acidente ou catástrofe.
“Mais do que o cumprimento das
obrigações legais e regulamentares estes tipos de exercícios são fundamentais
para testar a nossa capacidade de resposta para eventuais situações que possam
ocorrer nesta infraestrutura”, referiu.
No geral, e de acordo com as
entidades envolvidas, o exercício decorreu “bem”, tendo sido identificadas
algumas lacunas, sobretudo relacionadas com o controlo de acessos inicial por
parte da equipa do aeródromo, até à chegada da Polícia de Segurança Pública.
O acidente obrigou ao
encerramento de todo o tráfego no aeródromo municipal desde as 15h20.
Além do plano de emergência do
aeródromo, foi ativado, por precaução, o serviço social do Município de Chaves
em coordenação com a ANEPC, para apoio a familiares dos passageiros e
tripulante.
Texto e Fotos: Sara Esteves
30/05/2026
Sociedade
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