Presidenciais 2026 - 1ª Volta: António José Seguro vence no Alto Tâmega e Barroso assim como no distrito de Vila Real
O candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS) foi o mais votado nos concelhos de Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e Montalegre na primeira volta das eleições presidenciais de domingo, 18 de janeiro de 2026. Em Boticas venceu Luís Marques Mendes. Já em Valpaços e no concelho de Chaves, André Ventura foi o mais votado.
António José Seguro e André
Ventura, os dois candidatos mais votados, nas eleições presidenciais realizadas
no domingo, 18 de janeiro, seguem para um confronto direto na segunda volta,
prevista para 08 de fevereiro.
O candidato apoiado pelo PS venceu
no Alto Tâmega e Barroso, assim como no distrito de Vila Real com 30,75%
(31.778 votos). Em segundo lugar ficou André Ventura com 25,96% (26.826 votos).
Neste distrito, Luís Marques Mendes arrecadou 16,87% (17.433 votos), Henrique
Gouveia e Melo 11,79% (12.182 votos), João Cotrim Figueiredo 10,94% (11.308
votos), Catarina Martins 1,30% (1.345 votos), António Filipe 0.75% (772 votos),
Manuel João Vieira 0.74% (764 votos), Jorge Pinto 0,50% (520 votos), André
Pestana da Silva 0,25% (256 votos) e Humberto Correia 0,16% (170 votos). No distrito de Vila Real
votaram em branco 0,96% (1.017 votos) e foram registados 1,34% votos nulos
(1.417 votos), num total de 105.788 votantes (51,27%) de 206.329 inscritos. A
taxa de abstenção nas 200 freguesias do distrito foi de 48,73%.
Nos concelhos do Alto Tâmega e
Barroso, António José Seguro foi o mais votado em Ribeira de Pena (36,68%-
1.186 votos), Vila Pouca de Aguiar (31,89%- 2.173 votos) e Montalegre (38,27%-
1.945 votos). Em Boticas, bastião dos sociais democratas, venceu Luís Marques
Mendes (32,87%- 1.022 votos). Já em Valpaços (31,03%- 2.411 votos) André
Ventura foi o mais votado, assim como em Chaves (30,44% - 6.081 votos), seguido
de António José Seguro e Luís Marques Mendes.
Em Portugal Continental e Regiões
Autónomas venceu Seguro com 31,21% (1.738.741 votos) contra 23,29% de André
Ventura (1.297.533 votos), 16,01% de Cotrim (891,788 votos). Segue-se Gouveia e
Melo (12,41% - 691.489 votos), Luís Marques Mendes (11,34% - 631.829 votos),
Catarina Martins (2.05% - 114.468 votos), António Filipe (1,65% - 91.889
votos), Manuel João Vieira (1.08% - 60.266), Jorge Pinto (0,68% - 37.671
votos), André Pestana da Silva (0,19% - 10.674 votos) e Humberto Correia (0,08%
- 4.594 votos). Em branco votaram 1,07% (60.899 votos) e votos nulo foram 1,14%
(64.817 votos). A taxa de abstenção foi de 38,5%, a mais baixa desde 2006, em
9.262.653 inscritos de 5.696.638 votantes, tendo sido as presidenciais com
maior número de votantes desde 1980.
No estrangeiro faltam apurar seis
consulados de 109, mas André Ventura está na frente com 41,88% (29.111 votos)
contra 23.24% (16.154 votos) de António José Seguro.
Portugal vai pela segunda vez à
segunda volta, numas eleições presidenciais, tendo a primeira sido realizada em
1986, numa disputa em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral.
A campanha eleitoral para a
segunda volta começa no dia após ser afixado pelo Tribunal Constitucional o
edital que admite os candidatos ao segundo sufrágio, entre os dias 27 e 31 de
janeiro, e terminará no dia 6 de fevereiro.
Os eleitores que pretendem votar
antecipadamente em mobilidade podem fazê-lo no dia 1 de fevereiro e devem
requisitar o voto antecipado por via eletrónica ou postal entre 25 e 29 de
janeiro. Os eleitores que pretendam votar no estrangeiro deverão fazê-lo entre
27 e 29 de janeiro.
Sara Esteves
19/01/2026
Política
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