Apoios às vítimas dos incêndios devem ficar concluídos até maio


O ministro-adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, assegurou, na quinta-feira, 20 de março, em Amarante, que as indemnizações pelos incêndios de 2024, deverão estar concluídas no mês de maio, destacando que nos agricultores o processo está quase terminado.

Seis meses após os incêndios de setembro de 2024, na região Norte já foram indemnizados mais de 1600 agricultores com apoios superiores a 4,2 milhões de euros, de acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CDDR) do Norte.

Os apoios para a recuperação de casas registam 28 candidaturas, com um montante reportado de 1,7 milhões de euros.

O presidente da CDRN-N, António Cunha mostrou-se satisfeito com “a celeridade dos procedimentos”, salientando, citado num comunicado que “o trabalho e empenho dos municípios juntas de freguesias, instituições que conhecem bem a realidade, pela proximidade que têm com as comunidades”.

Também o ministro-adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida realçou “o empenho dos municípios”, reafirmando que se pretende, “o mais rapidamente possível, dar os apoios às pessoas que precisam deles” porque, “para que haja justiça, o dinheiro tem de chegar o mais de pressa possível”.

No seu discurso, o Ministro Adjunto sublinhou que neste processo nunca estiveram em causa as verbas disponibilizadas pelo Governo.

“As CCDR têm o dinheiro necessário para pagar as indemnizações. O caso dos agricultores está praticamente concluído, só não estão os agricultores que vieram fazer a candidatura há pouquíssimos dias. No caso das casas, está praticamente pronto. No caso das fábricas, ainda está a decorrer o prazo para entrega de candidaturas, que termina no final deste mês”, resumiu.

As medidas de apoio às populações afetadas pelos incêndios, acompanhadas pelas CCDR, contemplam: Subsídio excecional aos Agricultores; Habitação; Apicultura; Máquinas e Equipamentos florestais; Zonas de caça; Restabelecimento do potencial produtivo agrícola; Apoio à reposição das capacidades produtivas das empresas e Infraestruturas Municipais (Fundo Emergência Municipal).

No concelho de Vila Pouca de Aguiar, e segundo o Município, o apoio totaliza 601 928,00 euros e 209 candidaturas, à exceção das candidaturas de apoio à alimentação apícola, e as candidaturas na área florestal.

Neste território arderam perto de 10 mil hectares de floresta (pinhal e mato) e foi registado um prejuízo na ordem dos quatro milhões de euros.

Durante quatro dias, de 16 a 19 de setembro de 2024, as chamas consumiram no concelho aguiarense cinco casas, uma de habitação permanente, que será financiada a 100% uma de segunda habitação e três devolutas, três armazéns agrícolas, um armazém industrial, depósitos de água, alimentos para animais e várias culturas atingidas (soutos, avelaneiras, vinhas, olivais e outras).

Em Vila Pouca de Aguiar, deflagraram quatro grandes incêndios, em pontos distintos do concelho, os fogos queimaram cerca de 20% da área do concelho e só não atingiram três das 14 freguesias do concelho.

Sara Esteves

Fotos: CCDR-N


24/03/2025

Sociedade


. Partilha Facebook