Caravana anti minas percorreu quatro aldeias de Boticas e Montalegre


Iniciativa contou com cerca de 100 carros e procurou pedir a suspensão e rescisão de todos os contratos de exploração mineira na região do Barroso.

A Associação Povo e Natureza do Barroso (PNB), Unidos pela Natureza - Associação de Desenvolvimento de Dornelas, Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Associação Bio-N, Movimento Não às Minas – Montalegre, Espaço A Sachola, Rede Minas Não e a Iris – Associação Nacional de Ambiente organizaram na sexta-feira, dia 1 de dezembro, uma caravana anti mineração que percorreu quatro aldeias dos concelhos de Boticas e Montalegre, para pedir a suspensão e rescisão de todos os contratos de exploração mineira na região do Barroso, território classificado como Património Agrícola Mundial.

O protesto atravessou os dois municípios, começou em Morgade, passou pela Borralha, aldeias de Montalegre, seguiu depois em direção a Dornelas e terminou em Covas do Barroso, localidades do concelho de Boticas, onde estão previstos projetos mineiros.

Os movimentos e associações locais procuraram alertar para a destruição sócio ecológica associada à exploração mineira, nomeadamente de lítio, quartzo e feldspato, e demonstrar a sua união perante a ameaça ambiental dos concelhos de Boticas e Montalegre.

A caravana passou pelas duas zonas, Morgade e Covas do Barroso, com projetos de exploração de lítio concessionados às empresas Lusorecursos Portugal Lithium e Savannah Resources, respetivamente, e que obtiveram uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável, mas condicionada.

Segundo a autarquia, a iniciativa teve como objetivos “a defesa dos interesses ambientais e lutar contra os prejuízos incalculáveis que uma possível exploração mineira irá causar na região.


02/12/2023 Jornalista: Sara Esteves Repórter de imagem: DR

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