Câmara de Chaves garante que não foi alvo de buscas pela PJ


A Câmara Municipal de Chaves negou esta segunda-feira, 01 de junho, ter sido alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária (PJ), no âmbito da operação levada a cabo na quinta-feira, 28 de maio, por esta força policial a entidades públicas intermunicipais, associações municipais, associações empresariais e empresas sediadas em Chaves, por suspeitas de favorecimento em contratos públicos.

Em comunicado, o município flaviense refere que “não foi objeto de qualquer busca, diligência ou investigação por parte da Polícia Judiciária” e repudiou “qualquer associação entre a autarquia e o referido processo, reafirmando o seu compromisso com os princípios da legalidade, transparência e boa gestão pública”, lê-se num comunicado publicado nas redes sociais da autarquia.

A operação da Polícia Judiciária foi desencadeada pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real e está relacionada, segundo a PJ, com a alegada prática dos crimes de participação económica em negócio, prevaricação e tráfico de influências.

“Em concreto, investigam-se fortes suspeitas do favorecimento de empresas dos setores da comunicação, marketing digital, informática e consultoria, por parte de diversas entidades públicas”, lê-se na nota enviada pela PJ.

Segundo a mesma fonte, as diligências realizadas tiveram como objetivo reunir e consolidar prova sobre contratos que terão sido adjudicados às empresas visadas, através de ajuste direto ou consulta prévia, com eventual violação das normas aplicáveis à contratação pública.

“As diligências realizadas visaram consolidar indícios de que terão sido adjudicados contratos, por ajuste direto ou por consulta prévia, às empresas referenciadas na investigação, com eventual violação das regras aplicáveis à contratação pública, designadamente, dos princípios da concorrência, transparência e prossecução do interesse público, causando elevado prejuízo ao erário público”, lê-se ainda no comunicado.

A investigação prossegue agora com a análise dos elementos recolhidos durante a operação policial.

“O Departamento de Investigação Criminal de Vila Real prosseguirá, agora, a investigação, procedendo à análise dos elementos probatórios recolhidos, com vista ao apuramento integral das responsabilidades criminais e à célere conclusão do inquérito”, refere ainda a PJ.

O inquérito é dirigido pela Procuradoria do Juízo Local Criminal de Chaves.

 

Sara Esteves

Foto: Carlos Daniel Morais


01/06/2026

Sociedade


. Partilha Facebook