A candidatura “Requalificação do
Castro de Cidadelha” foi aprovada na área de intervenção do património cultural
e natural, e contempla, segundo o município, um investimento total de 100.140,45
euros, dos quais 84.946,88 euros correspondem a financiamento comunitário
FEDER.
Segundo o município, a
intervenção será executada em várias fases, incluindo trabalhos de intervenção arqueológica,
de conservação e de valorização e musealização.
A autarquia explica que a
intervenção arqueológica “é precedida de trabalhos de desmatação manual do
monumento, a qual deve ter em consideração a necessidade de preservação dos
níveis arqueológicos e o cuidado a ter com o corte de plantas que cresceram
sobre as estruturas”, lê-se numa nota publicada.
A intervenção visa “o
desenvolvimento integrado deste equipamento cultural com vista à valorização do
património classificado do Castro de Cidadelha de Jales de modo a promover um
projeto de conservação e restauro que potencie a cultura castreja”, refere
ainda a mesma publicação.
Na segunda-feira, dia 4 de maio,
foi realizada uma visita técnica de acompanhamento às intervenções de
conservação e restauro em curso, que contou com a presença da presidente da
Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, e do representante da
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), António
Luís Pereira.
O povoado fortificado Castelo dos
Mouros, também conhecido como Castro de Cidadelha de Jales, foi classificado
como Bem de Interesse Municipal em 2024.
De acordo com a publicação da
autarquia, o Castelo dos Mouros “encontra-se implementado num esporão de
sensivelmente a 250m de largura sobranceiro ao Rio Tinhela e nas imediações do
filão aurífero de Gralheira”, sendo a cronologia mais provável para a sua
construção a Idade do Ferro.
Foto: CM Vila Pouca de Aguiar
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