Alto Tâmega e Barroso com 99,6 milhões do NORTE 2030 após reforço de verbas europeias


A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) NORTE e a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT) reuniram-se na terça-feira, 05 de maio, em Montalegre, onde foi confirmado o aumento de cerca de 10% no financiamento do programa NORTE 2030, que passa a totalizar 99,6 milhões de euros, no âmbito do contrato de desenvolvimento territorial.

O encontro decorreu na sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, no âmbito da iniciativa Norte + Próximo, e reuniu responsáveis institucionais, autarcas e técnicos dos seis municípios do Alto Tâmega e Barroso.

Segundo esta Comissão, durante a sessão foram analisados temas “estruturantes” para a região, incluindo a revisão dos Planos Diretores Municipais (PDM’s), os investimentos em educação financiados pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), a execução das candidaturas ao Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), bem como projetos na área da saúde e o ponto de situação da implementação do NORTE 2030.

No âmbito do Contrato para o Desenvolvimento e Coesão Territorial, foi avaliada a segunda adenda ao acordo celebrado entre a Autoridade de Gestão do NORTE 2030 e a CIMAT, que atualiza a dotação financeira para cerca de 99,6 milhões de euros, financiados pelo FEDER e FSE+, um aumento de aproximadamente 10% face ao montante anterior, disse a CCDR Norte numa nota enviada.

Esta comissão explica que ao PEPAC foram submetidas 87 candidaturas na área da agricultura e desenvolvimento rural, o que representa “um investimento global superior a 22,7 milhões de euros, com um apoio público previsto de cerca de 12,3 milhões de euros, incluindo 3,8 milhões destinados a prémios para jovens agricultores”, lê-se na mesma nota.

A CCDR-N refere que os investimentos abrangem várias fileiras produtivas, como bovinicultura, olivicultura, fruticultura, ovinicultura, viticultura, frutos secos, horticultura e apicultura.

A presidente da CIM Alto Tâmega e Barroso e da Câmara de Montalegre, Fátima Fernandes, destacou a importância da cooperação institucional.  “Uma articulação institucional permanente com a CCDR Norte (…) contribui para uma maior adequação dos instrumentos de financiamento europeu às reais necessidades do território” e potencia “a implementação de iniciativas com impacto significativo na coesão e no desenvolvimento sustentável da região".

A autarca sublinhou ainda que existe “uma identidade territorial partilhada e uma estratégia convergente orientada para a criação de emprego, fator essencial para a retenção de pessoas e para a dinamização económica local”, e defende que “a correta execução e aproveitamento dos fundos comunitários é um instrumento determinante para o crescimento dos territórios e para a atração de investimento”.

Fátima Fernandes salientou também a importância das acessibilidades, referindo “a necessidade de melhorias nas ligações rodoviárias, nomeadamente no acesso à A24, bem como a valorização da EN103”.

Já o presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, afirmou que este novo ciclo “representa um reforço significativo das competências da CCDR Norte, que passa a integrar novas áreas de intervenção, designadamente educação e saúde”, e mantém responsabilidades na agricultura, cultura e ambiente.

Segundo o responsável, a reunião “permitiu uma abordagem estratégica conjunta aos principais desafios e oportunidades da sub-região”, disse citado na mesma nota.

Na sessão foi ainda realizado um balanço da execução do NORTE 2030 no território, sendo que o Alto Tâmega e Barroso apresentou “uma taxa de execução acima da média regional, refletindo uma capacidade consistente de concretização dos fundos comunitários”, refere a autarquia de Montalegre numa nota enviada.

 

Sara Esteves

Fotos: CM Montalegre


06/05/2026

Economia


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