O projeto “Gene Radiata”,
iniciado em 2020, avaliou 244 famílias de pinheiro-bravo e pinheiro-de-Monterey
em 12 ensaios distribuídos por vários pontos do país, em colaboração com o
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), explica a Sonae
Arauco.
Segundo os dados apresentados por
esta empresa do setor da madeira, as famílias selecionadas registaram um ganho
médio de crescimento de 26% e melhor desempenho em termos de sobrevivência.
“Através desta seleção, identificámos o primeiro grupo de famílias de
pinheiro-de-Monterey com o maior potencial produtivo e adaptabilidade às
condições edafoclimáticas do nosso país”, afirmou Nuno Calado, Gestor de
Regulação e Sustentabilidade da Madeira na Sonae Arauco.
O responsável pelo projeto acrescenta,
citado numa nota da empresa, que “todo
este conhecimento será agora partilhado com os produtores florestais em
Portugal e, a médio prazo, pretendemos promover a propagação em larga escala
das plantas selecionadas, dando um contributo decisivo para o aumento da
rentabilidade da cadeia de valor do pinheiro”.
O estudo envolveu cerca de 200
mil sementes e mais de 42 mil árvores plantadas em 35 hectares, distribuídos
por vários concelhos, incluindo Pombal, Figueira da Foz, Lousã, Mangualde,
Oliveira de Frades, Arouca, Cabeceiras de Basto e Vila Nova de Cerveira, entre
outros.
O projeto surge num contexto de
redução da área de pinhal em Portugal, agravada por incêndios florestais e
outros fenómenos extremos registados na última década.
Sara Esteves
Foto: Sonae Arauco
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