Propostas de apoio a associações do concelho aguiarense reprovadas pela oposição


As propostas de comparticipações financeiras a associações do concelho de Vila Pouca de Aguiar foram reprovadas com votos contra do Partido Socialista (PS) e do Movimento Aguiarense Independente (MAI).

A Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar reuniu-se esta quinta-feira, nos Paços do Concelho, em sessão ordinária, onde foram discutidos 21 pontos de ordem de trabalhos.

Um dos pontos abordados foram as propostas de comparticipações financeiras, de cerca de 122 mil euros, a associações do concelho, que o Partido Social Democrata (PSD) viu serem chumbadas pelos quatro votos contra do PS e do MAI.

O PSD, liderado pela autarca Ana Rita Dias, reagiu nas redes sociais vincando que esta decisão significa um “claro retrocesso no apoio ao movimento associativo, pilar essencial na dinamização social, cultural e desportiva do nosso concelho”. O mesmo partido refere ainda que “em 24 anos, é a primeira vez em que medidas desta natureza são rejeitadas”.

Ainda ao longo da mesma nota, os sociais democratas reafirmam o seu “compromisso com as associações locais”, e lamentam “profundamente que o PS e o MAI optem por fragilizar o espírito e a dinâmica associativa do nosso concelho, pondo em causa a seriedade das associações locais e da Câmara Municipal”.

Tal como o PSD, o PS explicou, através das redes sociais, o motivo pelo qual votou contra estas propostas, alegando que “sem os planos de atividades das associações, não é possível perceber como seria gasto o dinheiro público”.

Os socialistas afirmam ainda ter proposto “retirar o ponto para que fosse analisada a informação em falta, no entanto, referem que essa proposta foi negada pelo PSD. O partido liderado por Borges Machado vinca ainda que “não se aprova dinheiro público sem saber, com clareza, a que se destina”.

Também o MAI expôs as razões pelas quais votou contra, argumentando que “tendo em conta que o valor global destas propostas ultrapassa os 120 mil euros, consideramos indispensável uma avaliação séria, detalhada e responsável”.

Este movimento independente explica ainda que não lhes foi disponibilizado o histórico dos últimos três anos de atribuição de subsídios, assim como foi recusada a retirada dos “pontos 18 e 19 da ordem de trabalhos, de forma a permitir o acesso aos dados solicitados e uma análise rigorosa e justa das propostas”.

O movimento liderado por José Diegas refere ter solicitado esclarecimentos sobre os critérios de atribuição de subsídios às associações, contudo alegam que os mesmos não foram facultados.

Durante esta sessão foi aprovada a proposta de contrato para a execução de serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos, com quatro abstenções. Foram deliberadas, por unanimidade, nove propostas no âmbito do urbanismo relativos a “pedidos de licenciamento, projetos de arquitetura, um pedido de licença especial para conclusão de obra e um aditamento a projeto”.

O município indicou ainda ter sido “aprovado um parecer relativo à constituição de compropriedade em prédio rústico e a autorização para abertura de vala em Cidadelha de Aguiar”.

Na área social, foi aprovada a atribuição de um subsídio escolar, a emissão de dois novos Cartões Sociais do Município e a renovação de três já existentes.

Por fim, no contexto cultural, foram aprovados, por unanimidade, os apoios ao Orfeão Terras de Aguiar e a seis coletividades locais pela preservação da tradição “Cantar os Reis”.

Diogo Batista
Fotos: CM Vila Pouca de Aguiar


10/04/2026

Política


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