CPCJ sensibiliza alunos do 1º ciclo para cuidados próprios na Semana da Leitura
A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila Pouca de Aguiar realizou várias ações de sensibilização sobre cuidados próprios, direcionadas aos alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar. Inseridas na Semana da Leitura, as sessões foram dinamizadas através de um teatro nos dias 18 e 19 de março.
A CPCJ de Vila Pouca de Aguiar
sensibilizou os alunos do 1º ao 4º ano, nos dias 18 e 19 de março, através de
uma peça de teatro sob o mote “Cuida bem de Mim”, no qual inseriram um “livro
gigante” fazendo um paralelo entre os cuidados que se têm com um livro e os
cuidados que as crianças devem ter com elas próprias e aos quais devem ter
acesso.
A atividade, realizada pelo
segundo ano consecutivo, deve-se a uma parceria existente entre a CPCJ e a
Biblioteca Escolar. “Aproveitamos o mês de março, que antecede o mês da
prevenção dos maus tratos, que se assinala no mês de abril, e fazemos sempre a
primeira sensibilização junto da comunidade escolar”, explica Cristina Santos,
Presidente da CPCJ de Vila Pouca de Aguiar.
Este ano, a Comissão avançou com
a ideia de “construir livro gigante para aproveitar a história do Laço Azul,
que foi adaptada, para colocar valores e necessidades que nós vamos vendo”.
Cristina Santos refere-se a temas como a “negligência, a questão dos cuidados
primários, a alimentação, a saúde e a importância da família e do bem-estar”.
A Presidente da CPCJ de Vila
Pouca de Aguiar adianta que, cada vez mais, verificam nas famílias a existência
de “conflitos diversos que levam a uma negligência junto dos filhos”. Para
fazer face a esta situação, a Comissão acredita que um dos primeiros passos é
alertar as crianças, sensibilizando “a comunidade escolar para depois levarem
para casa e até conversarem com os pais”.
Crianças “são mais atentas e mais sensíveis”
Na visão de Cristina
Santos, apesar de as crianças serem mais vulneráveis, “muitas das vezes são um bocadinho
mais atentas e sensíveis” a este tipo de ações “e depois levam a mensagem para
casa, nem que seja o facto de dizerem que esteve lá a CPCJ”.
A porta-voz desta
instituição relembra que há um segundo público a atingir com estas atividades
que são os pais. “Acreditamos que sendo transmitido aos filhos, eles levam
alguma coisa [para casa] e ficam mais sensíveis que aquilo que está a acontecer
em casa não deveria”. “Os pais, hoje em dia, também estão um bocadinho reféns,
com uma vida muito stressante, e acabam por, muitas vezes, colocar os filhos em
segundo plano”, refere Cristina Santos.
A história do Laço Azul
“É uma história verdadeira, fala
de uma avó que viu os seus netos serem malcuidados e entendeu colocar um laço
na sua antena [do carro] e percorrer várias cidades para então sensibilizar as
pessoas e para estarem atentas”, contextualiza a Presidente da Comissão.
Cristina Santos adianta que além
da comunidade escolar, também irão sensibilizar a comunidade geral com novas
atividades, uma vez que “todos nós devemos estar atentos e vigilantes, quer
seja dentro da escola, quer seja até na própria comunidade”. No caso de se ter
conhecimento de uma situação de negligência, “quando se verifica que possa
haver crianças que possam estar expostas a situações de perigo ou de risco,
devem ser comunicadas para nós [CPCJ] podermos atuar”, clarifica.
Comissão “veste a camisola”
A dinamização da peça de teatro
foi protagonizada por diversos elementos da comissão alargada da CPCJ no
sentido de desmistificar o papel desta entidade junto dos mais novos. “Entendemos
que queremos passar uma mensagem de proximidade junto dos meninos da comunidade
escolar, de lhes mostrar quem somos, que vejam o rosto, e não ficarem com a
ideia de uma instituição que muitas vezes é associada à retirada e à colocação
das crianças em instituições”, remata Cristina Santos.
Texto e fotos: Ângela Vermelho
20/03/2026
Sociedade
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