Em comunicado, a Unidade Local de
Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro adianta que, face ao período homólogo de
2024, foram registados aumentos de 8,4% nos cateterismos diagnósticos, de 2,8%
nas angioplastias coronárias, de 7,6% nas angioplastias primárias e de 25% no
tratamento percutâneo do tromboembolismo pulmonar agudo.
Segundo os dados divulgados, a
atividade em contexto de Via Verde Coronária representou “19% do total
realizado” e, em média, o Serviço de Hemodinâmica “efetuou entre 28 e 35
procedimentos por semana”.
O responsável pelo Serviço de
Hemodinâmica, Hélder Ribeiro, afirma, citado em comunicado, que “estes resultados refletem o crescimento
consistente da atividade e a maturidade de uma equipa altamente diferenciada,
capaz de responder com rapidez e segurança a situações de elevada complexidade
clínica, em particular no enfarte agudo do miocárdio”.
Já o diretor do Serviço de
Cardiologia, José Ilídio, sublinha, também citado, que “a evolução do serviço é também evidente noutras áreas de intervenção
cardiológica, que beneficiarão das novas salas de angiografia, no âmbito da
renovação tecnológica em curso, permitindo reforçar a precisão diagnóstica e
terapêutica, reduzir tempos de resposta e aumentar a capacidade de
diferenciação do serviço”.
Entre essas áreas, destaca “a intervenção cardíaca estrutural, a
eletrofisiologia com ablação de arritmias, nomeadamente fibrilhação auricular e
taquicardia ventricular, bem como a implantação de dispositivos cardíacos de
última geração”.
A presidente do Conselho de
Administração da ULSTMAD, Sara Mota, considera que “o reforço da capacidade do Laboratório de Hemodinâmica representa um
ganho efetivo para a população da região, permitindo consolidar uma resposta
mais diferenciada, mais célere e mais próxima, em áreas em que o fator tempo é
determinante para o prognóstico”.
O Laboratório de Hemodinâmica é
uma área hospitalar especializada onde se realizam exames e tratamentos ao
coração e aos vasos sanguíneos sem necessidade de cirurgia aberta, nomeadamente
cateterismos e angioplastias, procedimentos essenciais para diagnosticar e
tratar rapidamente situações graves como o enfarte agudo do miocárdio.
Foto: ULSTMAD
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