Mais de 80 voluntários
participaram no sábado, dia 28 de fevereiro, numa ação de restauro ecológico, dedicada
à conservação da natureza e à proteção do lobo ibérico. Os participantes
plantaram 300 árvores e arbustos de 10 espécies autóctones, todas de origem local,
disse o projeto europeu Life Wild Wolf, promotor da iniciativa.
Entre espécies raras destaca-se o
Teixo, o Azereiro e o Pinheirosilvestre. Para além da plantação, foram ainda
criadas pequenas charcas, “fundamentais para atrair a fauna e promover a
diversidade biológica”, referiu o projeto europeu que procura promover a
coexistência entre o lobo ibérico e as comunidades locais, através da
conservação dos habitats naturais, valorização da biodiversidade e integração
das populações nos processos de restauro ecológico.
A iniciativa foi realizada em
parceria com a Associação Amigos da Montanha, o Instituto de Conservação da
Natureza e Florestas, a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias, a Associação
dos Baldios do Parque Nacional da Peneda-Gerês e o Município de Montalegre, e
contou com o apoio dos Sapadores Florestais e das equipas do Corpo Nacional de
Agentes Florestais.
Estas ações têm um objetivo “de
melhorar o habitat das presas naturais do lobo ibérico, como o corço e o veado,
reforçando as condições para a convivência secular entre esta espécie e as
comunidades locais”, disse ainda o projeto Life Wild Wolf.
A jornada terminou com um almoço
típico regional, seguido de uma visita guiada ao Centro Interpretativo do Lobo Ibérico.
Em Portugal, o projeto é
coordenado pelo BIOPOLIS – CIBIO e tem como parceiros o Município de Paredes de
Coura e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
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