A iniciativa aberta à comunidade
desportiva e ao público em geral, procurou desmistificar a importância do
acompanhamento psicológico em contexto competitivo, disse Pedro César,
treinador do Flavitus Natação Clube, ao Jornal de Chaves.
“No fundo é tentar desmistificar a psicologia no desporto de
competição. Há muitos atletas que estão connosco que têm problemas de
ansiedade, de fatores externos, como estudos, ambiente familiar, rotinas,
conciliação a nível de organização dos horários diários e mesmo a nível da
alimentação e nutrição”, disse.
A sessão contou com a presença da
psicóloga Diana Aurélio, que acompanha alguns atletas e ex-atletas do clube.
“A Doutora Diana Aurélio acompanha já um grupo de atletas e ex-atletas
nossos e achamos por bem partilhar essas experiências, com o resto do grupo”,
destacou Pedro César.
A organização da palestra surgiu
através de um desafio de um colega de outra associação para realizar um debate
a nível de natação e expandir ao resto da comunidade federativa ou associativa.
“Apesar de ter sido um pouco em cima da hora e como se aproximam os
nossos próximos campeonatos nacionais, em março, tinha que ser realizado nesta
altura do ano para conseguirmos ter algum resultado palpável”, adiantou o
treinador do Flavitus, um dos clubes de natação do concelho de Chaves.
“Segundo a filosofia grega, toda a gente dizia que ‘mente sã, corpo
são’, ou seja, a mente tem que estar acima de tudo e no desporto cada vez mais”,
explica.
O treinador refere que a vertente
mental é importante no desempenho desportivo. “No desporto de elite, os atletas de alto rendimento todos eles fazem acompanhamento
psicológico, não só a nível de rotinas, mesmo motivacional, e a nível do
bem-estar do próprio atleta, para evitar o desgaste psicológico de quando se pratica
desporto de alta competição”.
Além das exigências desportivas,
Pedro César aponta dificuldades estruturais como fator de pressão adicional,
quando questionado sobre as condições da piscina municipal.
“É claro que é fundamental ter instalações próprias. Um clube que
depende de instalações municipais e tão antigas como as nossas, estamos sempre
sujeitos a esse tipo de situações e claro que mexe com o intelecto do nadador. Uma
coisa treinarmos aqui em casa, outra coisa é ter que deslocar, por exemplo, para
Verín, a 30 km de distância. O desgaste e as viagens prejudicam”, refere
apontado que no futuro poderá ser uma realidade, uma vez que a piscina
municipal entrará em obras.
A palestra decorreu na manhã de
sábado, no Auditório Luiz Coutinho em Chaves.
Sara Esteves
Desporto
