Durante os próximos quatro anos, o
Município de Boticas revelou que não vai cobrar taxas relativas a operações
urbanísticas de reconstrução e reabilitação de edifícios antigos, “desde que utilizem materiais
tradicionais, como telha, pedra e madeiras”.
Os jovens agricultores ficam
igualmente isentos do pagamento de taxas de construção ou intervenção em
armazéns, estábulos e vacarias. Também os comerciantes locais ficam dispensados
do pagamento da taxa de ocupação da via pública para esplanadas, bem como da publicidade
e ocupação do espaço público, desde que “mediante
requerimento nos serviços municipais”, lê-se numa nota publicada pela autarquia
botiquense.
O município prevê também “outras reduções significativas nas taxas
urbanísticas”, adianta.
O pacote de medidas prevê ainda
um aumento das reduções nas taxas para reconstrução e reabilitação de edifícios
antigos, passando de 50% para 80%. Para jovens até 40 anos ou casais com a
mesma média de idade, a redução aumenta de 80% para 90% no valor das taxas de
operações urbanísticas.
O Município de Boticas prevê
também 60% de redução no valor das taxas para a construção de habitação
própria, para jovens até 40 anos “e uma nova medida de 50% de redução nas taxas
para construção ou intervenção em armazéns agrícolas, estábulos e vacarias para
todos os agricultores”, refere ainda o município.
O presidente da autarquia,
Guilherme Pires, afirma que estas medidas visam “preservar o património arquitetónico e cultural do concelho,
incentivar a construção com identidade tradicional, facilitar o acesso à
habitação própria e, consequentemente, fixar jovens famílias no território,
apoiar a atividade agrícola e pecuária, promover o empreendedorismo e dinamizar
o comércio local, reforçando a coesão social e territorial”, refere citado
em comunicado.
ara o autarca, a atualização e o
aumento destes apoios “pretende
contribuir para o desenvolvimento sustentável do concelho e para a
revitalização do tecido económico e social de Boticas até 2029”.
Foto: CM Boticas
Economia
