A comemoração decorreu durante um
almoço de confraternização na cidade de Chaves, onde foram debatidas as
condições atuais dos aposentados e pensionistas. Segundo a direção da
estrutura, “as questões que os afetam
persistem e tendem a piorar devido às escolhas políticas do Governo”, revelou
a Direção da USVR numa nota enviada.
De acordo com os dados apresentados,
“em 2025, aproximadamente 2,6 milhões de
aposentados recebiam uma pensão média de 665 euros”. Entre estes, “mais de um milhão ganha até 510 euros, o
que demonstra seu empobrecimento”.
A direção alerta que, “em muitos casos, essa situação leva-os a
fazer escolhas prejudiciais à sua alimentação adequada ou ao pagamento de
despesas essenciais, como habitação, eletricidade, gás ou medicamentos”.
Entre os fatores apontados estão “a sustentabilidade, o aumento significativo
do custo de vida, desde a alimentação até aos medicamentos, o drama da
habitação e a degradação do SNS [Serviço Nacional de Saúde]”, lê-se na
mesma nota.
A estrutura sindical critica
ainda medidas pontuais adotadas pelo Governo, referindo que “o suplemento extraordinário concedido aos
aposentados no final de setembro foi uma
medida pontual, bastante restrita e de caráter eleitoral (autárquicas), que não
solucionou o problema estrutural e contínuo das aposentadorias”.
Para a Inter-Reformados da USVR, “é imprescindível valorizar as pensões, uma
vez que a atualização anual deste ano não atendeu à demanda de recuperar o
poder de compra perdido nos anos anteriores”.
A organização considera que “em 2026, o cumprimento da lei de atualização
anual das pensões foi muito insuficiente, pelo que será necessário continuar a
lutar por melhores pensões”, sublinhando que “essa é uma luta intergeracional, que envolve tanto trabalhadores
quanto reformados”.
No encontro foi também denunciada
a falta de respostas sociais adequadas para a população idosa, defendendo-se “uma Rede Pública de Equipamentos Sociais
gerida pela Segurança Social, com múltiplas valências, que cumpra o papel do
Estado no que diz respeito à igualdade de acesso e à qualidade dos serviços
prestados”.
A direção recorda ainda que “Portugal ocupa a décima posição mundial em
relação à idade da reforma mais alta, que é de 66 anos e 9 meses”,
defendendo que “é fundamental
restabelecer a idade legal de acesso à reforma aos 65 anos”, bem como a
eliminação do fator de sustentabilidade e a possibilidade de reforma sem
penalizações com 40 ou mais anos de carreira contributiva.
No final, a Inter-Reformados da
USVR sublinha que, no seu primeiro aniversário, “não se concentrou apenas em números ou estatísticas”, mas na
realidade concreta de quem “diariamente,
lida com a deterioração dos serviços públicos, pensões insuficientes e um
aumento insuportável no custo de vida”.
Sociedade
