Projeto Ultreia Sudoe pretende desenvolvimento económico e social e valorização de recursos
O projeto Ultreia Sudoe tem como intuito trabalhar o desenvolvimento económico e social dos Caminhos de Santiago, através da valorização dos recursos naturais e culturais, materiais e imateriais, bem como da capacidade produtiva artesanal, criativa e agroalimentar.
Para o efeito foi criado um grupo
de trabalho, que se reuniu na última semana de janeiro em Vila Pouca de Aguiar,
pela primeira vez, e que “funciona como espaço de governação local, promovendo
a coordenação entre os principais intervenientes e o desenvolvimento de
iniciativas de âmbito territorial”, esclarece o Município de Vila Pouca de
Aguiar num comunicado enviado. Este grupo de trabalho “está permanente
disponível para receber novos associados” que queiram dar o seu contributo para
a dinamização económica local.
O projeto, orçado em cerca de 1,4
milhões de euros, foi financiado pelo Interreg Sudoe, através do Fundo Europeu
de Desenvolvimento Regional (FEDER), e envolve entidades de três países: em
Espanha com a Fundação Camino Lebaniego, a Fundação Santa María la Real, a Associação
de Municípios do Caminho de Santiago Francés, a Amica e Sociedade de Gestão do
Plano Xacobeo; França envolve a Agência Francesa dos Caminhos de Compostela; e
Portugal com o envolvimento do Município de Vila Pouca de Aguiar e a Faculdade
de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
O objetivo, diz o comunicado, “é
criar uma estratégia partilhada dos Caminhos de Santiago (CaS Sudoe) para a
valorização dos recursos naturais e culturais, materiais e imateriais, bem como
da capacidade produtiva artesanal, criativa e agroalimentar”. A autarquia
pretende ainda aproximar estes recursos “de forma digital e presencial dos
turistas e peregrinos, garantindo um turismo respeitador, consciente e
autêntico, e potenciando um desenvolvimento económico e social sustentável dos
CaS.
O projeto prevê a criação de
espaços físicos ou virtuais, designados de “Paradas”, ao longo do Caminho,
destinados à divulgação e valorização do património cultural, agroalimentar e
artesanal de cada território. “A ideia é promover a venda e gerar riqueza para
as comunidades locais, dando sentido e materializando a intenção de promoção de
desenvolvimento económico e social”, refere o Município.
No concelho aguiarense a “Parada”
no Caminho terá um espaço físico aberto ao público, junto da Capela do Senhor,
em Vila Pouca de Aguiar. No local, os peregrinos e visitantes podem “descobrir
o melhor da região, as suas gentes, os seus sabores e os seus saberes”. As
Paradas não são apenas pontos de descanso, mas montras de produtos e serviços
locais, e servem também para fazer ligações com novos públicos e fazer parte de
uma nova rede que promova “a economia circular, a sustentabilidade e o orgulho
rural”.
O projeto prevê ainda uma “forte
aposta na digitalização”, refere o Município, através da instalação de sistemas
de medição de fluxos de pessoas e de outras ferramentas tecnológicas, que permite
recolher informação relevante para o planeamento, a tomada de decisão e a
análise da experiência dos peregrinos.
A autarquia prevê que o projeto
deva estar concluído até ao final de do ano de 2026.
Fotos: Equipa Ultreia Sudoe
02/02/2026
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