No ano transato, o concelho de
Vila Pouca de Aguiar registou 126 ninhos de vespa asiática, de acordo com a
rede de distribuição de ninhos elaborada pelos serviços municipais de Proteção
Civil.
Numa nota publicada nas redes
sociais do município pode ler-se que “comparativamente a 2024, verifica-se um
decréscimo significativo no número de ninhos, resultado de uma estratégia
eficaz de prevenção, vigilância e intervenção rápida”. Referem ainda que, na
maioria das situações, os ninhos foram eliminados no próprio dia da comunicação
da ocorrência, reduzindo riscos para a população e para a apicultura local.
O combate à vespa asiática tem sido uma prioridade da Proteção Civil
Municipal
Como estratégia no combate aos
ninhos de vespa asiática, o Município aponta como essencial “a resposta rápida
às ocorrências e o reforço das medidas preventivas que permitiram reduzir
significativamente o número de ninhos no concelho, aumentando a segurança das
populações e protegendo o setor apícola”. Indicam também que faz parte do
processo a instalação de armadilhas no início da primavera, que permitiu a
captura de numerosas rainhas colonizadoras, limitando a formação de novos
ninhos ao longo do ano.
Especificidades climatéricas do concelho diferenciam localização de
ninhos
Na mesma informação publicada, a
Câmara Municipal refere que a análise do mapa de ocorrências demonstra, por um
lado, que o Vale de Aguiar concentrou a maioria dos casos, sendo a sede do
concelho o aglomerado urbano mais afetado, “com 32 ninhos identificados e
eliminados, sendo que as características da vegetação e as condições climáticas
da zona explicam esta maior incidência”. Por outro lado, a região do Alvão “apresenta
uma densidade muito reduzida de ocorrências, sendo o reflexo de um contexto
ambiental menos favorável à proliferação da espécie invasora, tal como acontece
nas zonas de Jales e Tresminas em que apenas se registaram situações pontuais”.
A nível de passos futuros, o Município informa que “irá manter e reforçar esta estratégia preventiva, apelando simultaneamente à colaboração dos munícipes, através da comunicação atempada de situações suspeitas, como forma de garantir uma atuação célere e eficaz no combate à vespa asiática”, concluem.
Foto: DR
Sociedade
