Os ex-autarcas são suspeitos de
favorecer amigos e familiares em concursos públicos, num esquema que a acusação
suspeita que se tenha prolongado entre 2014 e 2022, recorrendo ao ajuste direto
e ao fracionamento de despesas.
Inicialmente, o juiz de instrução
tinha afastado o crime de associação criminosa, mas o Tribunal da Relação de
Guimarães deu razão ao Ministério Público e decidiu que os ex-autarcas e um
antigo funcionário municipal, que desempenhava funções de chefe da divisão de
obras, também devem responder por esse crime. A decisão já não pode ser
contestada.
Os ex-autarcas, eleitos pelo Partido
Socialista (PS) foram detidos em outubro de 2022 pela Polícia Judiciária e
acabaram por renunciar aos cargos.
O processo envolve vários crimes,
como corrupção ativa e passiva, prevaricação, participação económica em
negócio, falsificação de documentos, recebimento ou oferta indevidos de vantagem,
branqueamento e, ainda, crimes de fraude na obtenção de subsídio ou subvenção. Ao
antigo presidente são imputados mais de 300 crimes.
Sara Esteves
Foto: Carlos Daniel Morais
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