Agrupamento de Escolas de Valpaços com duas ideias de negócio ao Concurso Nacional de Empreendedorismo
O Agrupamento de Escolas de Valpaços (AEV) volta a candidatar-se ao Concurso Nacional de Empreendedorismo, com a participação de duas equipas representadas por alunos do 10.º B e do 12.º B.
Ao longo dos últimos meses, as
turmas envolveram-se no desenvolvimento de ideias de negócio “inovadoras”,
integrando atividades de criatividade, análise de mercado e construção de
modelos de negócio, disse o professor João Franco, docente da disciplina de
Economia.
O resultado “traduziu-se em projetos que
refletem visão, responsabilidade e espírito empreendedor, competências
essenciais para os desafios do futuro”, explica através de uma nota enviada.
A ideia de negócio da turma B do
12º ano é sobre uma ‘Plataforma de
valorização de subprodutos agrícolas’, apoiada por uma microunidade modular de transformação,
capaz de converter resíduos agrícolas em produtos de elevado valor como Pellets energéticos, adubo orgânico de alta qualidade e compostos para cosmética, como a
extração de fenóis do bagaço de azeitona.
“Uma solução sustentável,
alinhada com a economia circular e com a valorização dos recursos endógenos da região de Valpaços”,
explicam, capaz de colmatar um problema identificado na região
Inserida no Plano Anual de Atividades do Agrupamento de
Escolas de Valpaços, esta iniciativa assume “um carácter
interdisciplinar, envolvendo as áreas de Cidadania, Inglês, Português e Economia, reforçando a importância da colaboração e da
aprendizagem ativa”, lê-se na nota enviada.
Os alunos Leonor, Joana, Afonso, Calado e Salvador formaram uma equipa que
tem como objetivo participar no Concurso
Nacional de Empreendedorismo da Junior Achievement Portugal (JAP) 2025-2026.
Caso sejam selecionados para a fase regional, terão a oportunidade de
apresentar o seu projeto nas instalações da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Já a ideia de negócio dos alunos
Martim, Natália, Rafaela e Vitória, da turma B de 10º ano propõem uma ‘Plataforma de cidadania local gamificada”
um serviço digital que transforma a relação entre cidadãos, autarquias e gestão
urbana. Trata-se de uma proposta “tecnológica” e “socialmente inovadora” que
tem como objetivo “aumentar a
participação cívica, melhorar a eficiência na comunicação entre
municípios e população, e reforçar o sentimento de pertença e responsabilidade
comunitária”.
A plataforma funciona através de
uma aplicação móvel e web, onde os cidadãos podem “registar problemas urbanos, acompanhar
o estado das ocorrências, participar em inquéritos municipais, propor melhorias
e ganhar pontos e recompensas pela sua colaboração.
Segundo os proponentes o serviço
funcionará com o registo do problema em tempo real, onde o “utilizador fotografa e reporta situações
como buracos na via pública, iluminação apagada, lixo irregular, danos em
infraestruturas, problemas de acessibilidade e riscos para a segurança”.
“O sistema organiza automaticamente os alertas num mapa inteligente, permitindo à
autarquia priorizar intervenções com base em dados reais e atualizados”.
A proposta procura “modernizar a gestão municipal, reforçar a
cidadania ativa e aproximar os jovens das tecnologias que moldam o futuro das
cidades”, lê-se na nota enviada.
Fotos: DR
13/01/2026
Sociedade
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