Menir da Pedra d’Anta em Ribeira de Pena pode ser monumento de interesse público


O presidente do conselho diretivo do instituto do Património Cultural, João Soalheiro, propôs ao Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, a classificação do Menir da Pedra d’Anta, em Pedra d’Anta, freguesia de Alvadia, no concelho de Ribeira de Pena, como monumento de interesse público (MIP), conforme publicado esta sexta-feira, 28 de novembro, em Diário da República (DR).

No texto do projeto de decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) do Menir da Pedra d’Anta, João Soalheiro torna público que “com fundamento em parecer da Secção Especializada Permanente do Património Arquitetónico, Arqueológico e Imaterial do Conselho Nacional de Cultura de 10 de dezembro de 2024, que mereceu a minha concordância em 31 de outubro de 2025, é intenção do Património Cultural, I. P., propor a Sua Excelência o Secretário de Estado da Cultura a classificação como monumento de interesse público (MIP) do Menir da Pedra d’Anta, em Pedra d’Anta, freguesia de Alvadia, concelho de Ribeira de Pena, distrito de Vila Real”.

O menir de Alvadia é um monumento em pedra de grande dimensão, localizado nas proximidades da aldeia de Alvadia, numa zona aplanada da serra do Alvão. Possui mais de quatro metros de comprimento e um conjunto de gravuras rupestres nas faces que o colocam “no patamar cimeiro deste tipo de estruturas megalíticas no contexto da Península Ibérica”, referiu o Município de Ribeira de Pena, numa publicação de 2022, altura em que a Câmara procedeu ao levantamento do menir de Alvadia, que se encontrava retirado da sua posição original.

De acordo com a autarquia, o restauro deste monumento foi feito no âmbito das contrapartidas da construção da barragem de Daivões de que faz parte do Sistema Eletroprodutor do Tâmega da Iberdola e foi acompanhado pelo Ecomuseu de Ribeira de Pena, por uma empresa de arqueologia e património e pelo professor Domingos Cruz, da Universidade de Coimbra.

A proposta do Património Cultural foi fundamentada num parecer da secção especializada permanente do Património Arquitetónico, Arqueológico e Imaterial do conselho nacional de Cultura de 10 de dezembro de 2024.

Segundo o anúncio publicado em Diário da República, decorre agora um período de consulta pública de 30 dias, sendo que as observações dos interessados deverão ser apresentadas junto da Unidade de Cultura da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que se pronunciará no prazo de 15 dias úteis.

 

Sara Esteves

Foto: CM Ribeira de Pena


28/11/2025

Cultura


. Partilha Facebook