Paróquias flavienses juntam-se para celebrar o Caminho da Cruz
As paróquias de Águas Frias, Bobadela de Monforte, Oucidres, Paradela de Monforte, Tronco, São Vicente da Raia, Sanfins da Castanheira, Roriz, Travancas e Mairos, no concelho de Chaves, juntaram-se à paróquia de Cimo de Vila da Castanheira e à capelania de Dadim para celebrar, em comunhão, no domingo, 22 de março, a Paixão de Cristo.
Segundo os responsáveis pela
organização da via sacra interparoquial, este momento procurou “proporcionar não apenas a memória histórica
dos acontecimentos de Jerusalém, há cerca de dois mil anos, mas também uma
reflexão profunda sobre a Paixão vivida nos dias de hoje e a esperança
escatológica da Ressurreição”.
Inspirados pelo tradicional
percurso da Via-Sacra, a caminhada espiritual contou com cerca de 700 fiéis de
todas as paróquias envolvidas. Num domingo solarengo testemunharam “a fé e a unidade entre comunidades”. “Num mundo marcado por divisões e conflitos,
este encontro assumiu-se como sinal vivo daquilo que São Paulo recorda na Carta
aos Gálatas: “Já não há judeu nem grego, pois todos vós sois um só em Cristo
Jesus” (Gal 3,28)”, lê-se numa nota enviada pela organização desta
procissão.
O percurso teve início na Capela
do Senhor da Piedade, atravessou a aldeia de Cimo de Vila da Castanheira e
culminou no Alto de São Sebastião, junto à Igreja de São Sebastião. Ao longo do
caminho, os participantes foram convidados a revisitar as 14 estações da
Via-Sacra, contemplando os últimos passos de Cristo até ao Calvário. Cada
estação “constituiu um convite à oração e à meditação, recordando que, como
afirma o profeta Isaías, “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou
as nossas dores” (Is 53,4)”, referem na mesma nota.
Ao longo do trajeto, os fiéis
foram desafiados a reconhecer nas suas próprias vidas as “cruzes” do
quotidiano. Assim, a caminhada “assumiu-se não apenas como representação
simbólica, mas como experiência viva de fé e compromisso cristão”, realçam.
Após a celebração, os paroquianos
foram convidados a participar num lanche-convívio, organizado pela Junta de
Freguesia de Cimo de Vila.
“No final, a opinião geral
destacou a iniciativa como um momento profundamente enriquecedor, tanto a nível
espiritual como comunitário, reforçando laços entre as comunidades e renovando
o sentido de pertença à Igreja. Mais do que um percurso físico, esta Via-Sacra
revelou-se um verdadeiro caminho interior, onde cada passo convidou à reflexão,
à conversão e ao encontro com o mistério da Cruz, sinal maior do amor e da
esperança cristã”, terminam por dizer.
Fotos: DR
23/03/2026
Cultura
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